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Primeira características do culto verdadeiramente pentecostal: o propósito principal da manifestação multiforme do Espírito em um culto coletivo é a edificação do povo de Deus (1 Co 14.4,5,12). Risos intermináveis e supostas quedas de poder edificam em quê?

Segunda características do culto verdadeiramente pentecostal: a faculdade do intelecto não deve ser desprezada no culto em que o Espírito Santo age (1 Co 14.15,20). Ninguém genuinamente usado pelo Espírito Santo deixa de raciocinar normalmente, em um culto coletivo a Deus. Isso, claro, segundo a Palavra do Senhor.

Terceira características do culto verdadeiramente pentecostal: um culto a Deus não deve levar os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (1 Co 14.23). O que pensam os não-crentes que assistem a “cultos” nos quais pessoas caem ao chão, rindo sem parar, rosnando, latindo, mugindo, rugindo, uivando e rolando umas sobre as outras?

Quarta características do culto verdadeiramente pentecostal: o culto coletivo a Deus deve ter ordem e decência; tudo deve ocorrer a seu tempo: louvor, exposição da Palavra, manifestações do Espírito (1 Co 14.26-28,40). Um culto que não tem ordem nem decência é dirigido pelo Espírito?

Quinta características do culto verdadeiramente pentecostal: no culto genuinamente pentecostal deve haver julgamento, discernimento, a fim de se evitar falsificações (1 Co 2.15; 14.29; 1 Jo 4.1).

Sexta características do culto verdadeiramente pentecostal: haja vista o espírito do profeta estar sujeito ao próprio profeta, é inadmissível que aconteçam manifestações consideradas do Espírito Santo em que pessoas fiquem fora de si (1 Co 14.32). O Deus que se manifesta no culto coletivo não é Deus de confusão, senão de paz (v. 33). Quando um “pregador” derruba pessoas carentes de uma bênção ou os seus supostos opositores com golpes de seu “paletó mágico”, além da confusão que se instala no “culto”, tal atitude não é nada pacificadora. E quem recebe a glória, indutivamente, é o próprio show-man.

Sétima características do culto verdadeiramente pentecostal: se alguém cuida ser profeta ou espiritual, deve reconhecer os mandamentos do Senhor (1 Co 14.37). O leitor está disposto a submeter-se aos mandamentos do Senhor? Ou é um daqueles que, irresponsavelmente, dizem: “Não podemos pôr Deus em uma caixinha. Ele sempre faz coisa nova”. Para que serve a Bíblia, para nada? Não é ela a nossa fonte máxima de autoridade? Perderam as Escrituras a primazia? Não são elas a nossa regra de fé, de prática e de vida? Gálatas 1.8 perdeu a validade? Não nos enganemos. O verdadeiro avivamento só ocorre quando há submissão à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra.

Artigo de Ciro Sanches Zibordi, pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da CPAD.

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