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“Agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único”. (Gêneses 22.12)

Servir a Deus é na verdade uma dádiva, no entanto, é necessário reconhecer que em certos momentos, Deus nos submete a certos testes que precisamos estar de fato convictos da nossa Fé, para continuar a segui-lo. Tais testes, têm por objetivo medir o gral de obediência de cada um de nós, uma vez que, somente através da obediência é que podemos nos relacionar com Deus. Sobre este assunto, Jesus afirmou: “Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando”. (João 15.14). No versículo acima, destacamos uma frase, que revela o testemunho do próprio Deus, com relação à obediência de Abraão. Este homem, que hoje é considerado o nosso pai na fé, faz jus a este nome porque poucos foram provados com Abraão foi.

Quem conhece a história deste homem, sabe o quanto almejou ter um filho, e todas as tribulações que enfrentou deste a promessa de Deus, em fazê-lo pai de uma grande nação. Setenta e cinco anos era a sua idade, quando Deus fez a promessa. Teve que esperar vinte quatro anos para ver cumprido a promessa de Deus. Mas praticamente aos cem anos de idade, tomou em seus braços o filho tão esperado. Seu nome era Isaque. Imagine a felicidade daquele casal de velhos tendo o privilégio, de ter uma criança prometida por Deus em casa. Contudo, o mais difícil estava por vir. Quando Abraão e sua esposa Sara, desfrutava a fase mais bonita de suas vidas, tendo em sua casa o filho esperado por muitos anos, chega Deus para Abraão e faz o seguinte pedido: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” ( Gênesis 22.2). Ah! Que pedido difícil de atender! Mas é aí que Abraão prova, porque é considerado o nosso pai na fé.

Sem questionar a Deus, pega o garoto, e alguns empregados e tudo o que precisava para o sacrifício, e ruma para o lugar determinado por Deus. De longe Abraão viu o monte. Era preciso subi-lo; a obediência, o amor e a fé no Senhor eram maiores do que a dor imensa ante a ordem divina de sacrificar seu filho amado. Nem uma palavra de queixa ou desesperança durante a jornada, apenas a pergunta do filho – “Pai, onde está o cordeiro para o holocausto?” E a resposta que ecoa pelos séculos como prova maior de uma fé inabalável diante de quaisquer circunstâncias: “O Senhor proverá meu filho!”. A sua fé era tão grande, que segundo a Bíblia Abraão tinha a convicção que até das cinzas, Deus poderia ressuscitar Isaque. O final da história, você conhece, toda aquela situação, era apenas um teste de fidelidade, e ele passou no teste. Assim tornou-se Abraão o pai da fé de muitas nações.

Assim como o Moriá de Abraão, grandes provações erguem-se à nossa frente enquanto fazemos a jornada da vida, e quantas vezes não lamentamos e choramos questionando o porquê da ordem de subir tais montes, se o Senhor sabe que a empreitada é árdua demais para nós, e talvez não consigamos fazê-la? Antes de vermos, tocarmos e segurarmos o cordeiro, questionamos a ordem de subir, como pessoas que professam, mas não provam a fé no Altíssimo. Queremos sim, ser a bênção e o exemplo que Abraão foi, mas não temos disposição para subir o “moriá” da obediência, da fé e da doação de tudo o que somos e temos ao Senhor. No entanto, o cristão fiel sabe que, simultaneamente à subida ao monte, Ele vem com o cordeiro providencial.

Portanto caros leitores, vamos tirar os olhos do que para trás fica e durante a íngreme subida, olhemos para o alto, como quem já avista o cordeiro. Jamais subamos como murmuradores hábeis em medir o tamanho do nosso “sacrifício de cada dia”. Obedeçamos com fé e sem resquícios de lamentação aquele que por amor a nós realizou o Sacrifício Maior, sem olhar pra trás. Exerçamos com fé, a grande missão concebida pelo Pai Celeste, buscando primeiro o seu reino de Deus tendo a certeza que as demais coisas, nos serão acrescentadas.

Deus vos abençoe.

Artigo do pastor Isaac Ribeiro, presidente das Assembleias de Deus de Franca

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