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A terceira Epístola de João é marcada por elogios aos obreiros Demétrio e Gaio. Mas, também é caracterizada por duras críticas ao mau comportamento de Diótrofes.

Enquanto 1 e 2 João celebram verdades que unem todos os cristãos, 3 João lamenta o mau exemplo e a rivalidade mesquinha que põe cristãos uns contra os outros.

Em particular, a carta foi ocasionada por um conflito grave entre os obreiros. Diótrefes era um presbítero que havia usurpado a liderança de uma congregação que estava sob os cuidados do Apóstolo João.

João lamenta a falta de hospitalidade de Diótrefes, o seu desejo de ter a primazia na igreja e as palavras maliciosas que ele profere contra o Apóstolo.

Lamentavelmente, em nossos dias, também, convivemos com maus cristãos. Os tais promovem dissensão, provocam divisões e espalham maledicência na igreja, no trabalho e na sociedade como um todo.

Tomados por vaidades e sentimentos mesquinhos buscam manter privilégios e posições a todo custo. Para alcançar seu intento não se importam em manchar a reputação da Igreja e de Cristo. Envolvem-se em falcatruas, conchavos, alianças de origem duvidosa e corrompem-se em busca de benefícios pessoais. No Brasil, diversos cristãos servem de mau exemplo. Assistimos inúmeros “Diótrofes” apoiando a corrupção endêmica de nosso país. Mesmo diante de irrefutáveis provas defendem os corruptos no afã de manterem suas vantagens em detrimento da verdade e da justiça.

Mas, graças a Deus, que ainda existem cristãos como Demétrio e Gaio. Eles representam aqueles que são fieis e tementes a Deus. Com estes é possível contar no esforço de proclamar o Reino de Deus na terra, combater o pecado e erradicar o mau exemplo na Igreja e na sociedade.

Portanto, amados irmãos, convido-lhes a reflexão urgente acerca das orientações das Escrituras que nos exortam a seguir os bons exemplos e refutar até a roupa manchada de sangue (Jd 20-23).

Artigo do pastor Douglas Roberto de Almeida Baptista publicado originalmente no site da CPAD. Douglas é líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

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