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O irmão Marcos Masini ministrou no domingo (21/06) a lição dos Jovens intitulada: Os discípulos de Jesus e a Participação Política. Durante a aula, em formato de debate, foram feitas as seguintes perguntas para os “candidatos”.

  1. O que é política?
  2. O que é um político?
  3. Em que você votou para senador? Governador? Vereador?
  4. Quem são os crentes que estão na política federal?
  5. Como seguidores de Cristo, quais devem ser as nossas atitudes e envolvimento com a política?
  6. Tem sido dito que “religião e política não se misturam” – será que isso é realmente verdade?
  7. Como bons cristão, devemos cumprir todas as leis dos governos, já que não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas?
  8. Como deve ser o voto do servo de Jesus?
  9. Como a igreja deve atuar em relação à política?
  10. Crente vota em crente?
  11. O que vocês acham do voto obrigatório no Brasil?
  12. Quais as características de um bom político?

As respostas nos encaminharam para alguns apontamentos. Confira abaixo:

  • É louvável e altamente recomendável que oremos pela paz e bem-estar social da nação, almejando um processo político sadio e governantes justos – isto agrada a Deus e contribui para a propagação do Evangelho (1 Tm 2.1-4; 2 Cr 7.14).
  • Em linhas gerais, devemos honra e obediência às autoridades governamentais, pois foram instituídas por Deus e servem a Ele no plano maior da História (Rm 13.1-7; 1 Pe 2.13). Isto não significa que não possamos discordar. João Batista confrontou Herodes e Daniel exortou Nabucodonosor. A democracia é feita com a participação popular e há espaço para a discordância. Mas esta deve se manifestar a partir de processos legítimos da própria democracia, de modo pacífico e respeitoso, como convém a cristãos que professam o nome de Cristo, que amam e oram pelo próximo e confiam em Deus mesmo quando o mal prevalece.
  • Políticos devem trabalhar para executar a justiça, estabelecer o direito e favorecer o bem, com a consciência da dignidade, igualdade e liberdade humanas, sabendo que prestarão contas a Deus de sua administração. (Jo 18.19; Rm 13.1-7).
  • O princípio da “separação entre Igreja e Estado” e a denominação “Estado Laico” não significam Estado ateu ou sem influência religiosa. Ester na Pérsia é um exemplo disto. A Pérsia era um império que apoiava a pluralidade religiosa, e nem por isto Ester se calou ante a diversidade de culto quando os judeus foram ameaçados. A influência religiosa está presente em toda parte, pois o homem é um ser religioso, e isto também é parte de sua constituição como ser político e consciente.
  • Todos os cristãos são chamados por Cristo a serem sal e luz no mundo, influenciando com boas obras todas as esferas da sociedade, o que inclui o governo e a política (Mt 5.16). Isto significa que cristãos com vocação política podem se candidatar. Mas não nos obriga a votarmos apenas em cristãos. Porém, a ética, a moral, os valores, a justiça e o programa de governo do nosso candidato deve nos representar legitimamente, sem violentar nossa cosmovisão cristã. Daí a necessidade do voto consciente no momento mais importante de uma democracia.
  • Embora a boa política possa mudar algumas coisas no mundo, continuará incapaz de mudar a fonte dos maus desígnios, o coração dos seres humanos – o que só Deus pode fazer mediante o Evangelho de Seu Filho e a ação do Espírito Santo. Assim, não confiamos na política para a transformação plena do mundo, mas em Deus, que conhece os corações e nos dá o Seu Espírito para que sejamos semelhantes a Jesus (1 Sm 16.7; Mc 7.21-13; Rm 8.28; 2 Co 3.18). Ele designou um dia para julgar os vivos e os mortos e concretizará a esperança cristã do Reino e da glória eterna, que não é utópica.
  • Estamos desobrigados da obediência governamental quando esta requer nossa desobediência a Deus (At 4.19,20).

Conclusão da Aula

Que nos fazemos parte do bolo social. Alguns lidarão com a política de modo superficial, apenas votando. Outros, de forma moderada, participando de associações, ONGs, etc. E outros, de forma mais profunda, até se candidatando. E todos poderão estar quites com Deus, com a família, com Sua vocação e missão debaixo da cosmovisão cristã.

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