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Anteontem o mundo presenciou mais um capítulo do terrorismo e da barbárie humana, com mais de 128 mortos e outros tantos feridos na capital francesa. De todo e qualquer ângulo que se observe, seja do ponto de vista da religião, da política ou das relações internacionais, a ação deve ser considerada odiosa e censurável.

A nova face do terror, porém, não são os fuzis automáticos e as bombas que explodem nos centros urbanos, mas sim a banalidade do mal em sua versão contemporânea.

“Banalidade do mal” foi o termo cunhado pela filósofa judia Hannah Arendt, em “Eichmann em Jerusalém”, no sentido de que o mal se tornou trivial na sociedade massificada, na qual as pessoas são incapaz de fazer julgamentos morais.

A condescendência com o mal, a racionalização de seus motivos, as desculpas politico-internacionais e a terceirização da culpa, são alguns dos traços caracterizadores do fenômeno da banalização do mal em nosso tempo.

Apesar de importante a mobilização midiática e das redes sociais contra os atos de terrorismo não serão suficientes se estiverem fundamentadas no emocionalismo passageiro. A emoção passa e logo voltamos às trivialidades do nosso dia a dia. E o mal permanece, como o resultado do relativismo ético que insistem em dizer que é melhor para uma sociedade avançada.

Olho, pois, para as Escrituras e recordo de dois textos básicos para esse momento de dor e consternação. Um que traz conforto e outro que me conclama a uma postura diante da banalização da maldade:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (2 Coríntios 1:3,4). “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. (Romanos 12:21)

Artigo de Valmir Nascimento escrito originalmente no site da CPAD: Valmir é ministro do evangelho, jurista, teólogo e mestrando em teologia. Possui pós-graduação em Direito e antropologia da religião. Professor universitário de Direito religioso, Ética e Teologia. Editor da Revista acadêmica Enfoque Teológico (FEICS). Membro e Diretor de Assuntos Acadêmicos da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). Analista Jurídico da Justiça Eleitoral. Escritor e palestrante. Comentarista de Lições Bíblicas de Jovens da CPAD (Jesus e o seu Tempo). Evangelista da Assembleia de Deus em Cuiabá/MT.

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